sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Câncer de colo de útero é o que mais mata mulheres no Maranhão

O câncer de colo de útero é o tipo de tumor que, atualmente, é responsável pelo maior número de óbitos em mulheres no Maranhão. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), dos 16.340 novos casos da doença previstos no país para este ano, 5,9% - ou 970 casos – deverão ser registrados no estado.

O aumento na quantidade de pacientes diagnosticadas com a enfermidade se reflete nos atendimentos. Somente no Hospital Aldenora Bello – unidade de saúde capacitada para atender a este tipo de demanda –, 398 novos casos de câncer de colo de útero foram atendidos somente no ano passado, o que dá média superior a um diagnóstico por dia.

O total de pacientes atendidas pelo Aldenora Bello foi superior às próprias estimativas feitas pelo Inca. O órgão estimava que, em 2016, o estado teria 230 novos registros da doença. Ou seja, a demanda recebida de pacientes com câncer de colo de útero em uma das principais unidades de saúde de São Luís foi 42% superior à expectativa de novos casos no território maranhense.

Por causa do crescimento na quantidade de casos, especialistas afirmam que é necessário intensificar as campanhas de conscientização. Uma delas será o Março Lilás – uma série de ações que será desenvolvida pelo Aldenora Bello, em parceria com órgãos públicos. As atividades deverão ter início após o período carnavalesco. “Precisamos tornar público este grave problema, ou seja, o alto índice de casos de pacientes com este tipo de câncer”, frisou a oncologista Rachel Cossetti.


Alta incidência
Ainda de acordo com o Inca, São Luís foi a sexta capital brasileira com maior estimativa de casos de câncer de colo de útero, somente no ano passado. A capital maranhense superou outras cidades como Recife (PE), Teresina (PI), Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR).

Além da informação, é fundamental que as pacientes realizem avaliações clínicas periodicamente. O exame de Papanicolaou – procedimento em que são analisadas as células do colo uterino – é a principal verificação. De acordo com o Ministério da Saúde, o início da coleta deve ser feito aos 25 anos para mulheres com atividade sexual ativa. “A prevenção precisa ser feita de forma precoce, para ajudar nas chances de cura”, explicou Cossetti.

Segundo o Inca, deverão ser diagnosticados 7.670 novos casos de câncer de todos os tipos no Maranhão em 2017, o que dá uma média de quase um caso por hora.


Números
970
novos casos de câncer ade colo de útero deverão ser diagnosticados este ano
5,9% dos registros da doença em 2017 serão do Maranhão

Fonte: Instituto Nacional de Câncer (Inca)